Em boca fechada…

por Lúcio Cesar Menezes

boca_fechada1Palavras e comentários que parecem ser inofensivos podem causar estragos profundos na vida das pessoas, das famílias, das igrejas e dos amigos. Para muitas  pessoas, a vida hoje poderia ser bem diferente se não tivessem dito certas palavras.
Talvez você ainda estivesse em outro emprego, se não tivesse falado mal de seu
chefe. Talvez você ainda tivesse aqueles amigos de antes, se tivesse conseguido ficar com os lábios fechados. Talvez seu casamento ainda estivesse agradável, se
você não verbalizasse tantas críticas. Talvez sua igreja não se dividisse, se você não espalhasse tantos comentários maldosos ou críticos sobre os outros.
Numa sociedade em que se estimula a liberdade de expressão, parece ser um
contra senso destacar os prejuízos causados aos relacionamentos decorrentes da
comunicação. Afinal, não é bom sermos sinceros e honestos quanto ao que falamos?
Não se trata de estimular a dissimulação ou a omissão diante de questões ou necessidades que envolvem os relacionamentos. Cuida-se, na verdade, de realçar a importância de escolher melhor o que falamos, quando falamos e como o fazemos!
Não há problema em expressar opiniões e sentimentos para os que nos rodeiam. No entanto, compreenda que há diferença na motivação que origina os
comentários. Mentes e corações que estão cheios de amargura, rancor, desejo de
vingança, falta de paz, dúvidas quanto ao seu valor pessoal, carentes de amor e infelizes comunicam-se de forma negativa. Querem satisfazer “seu direito” de falar o que pensam, ainda que machuquem outros. Pensam antes em si mesmas, ego centralizadas. Não desejam trocar idéias, impactar e ser impactadas, influenciar e ser influenciadas.
Desejam marcar sua posição e pronto!
Mentes e corações transformados pela graça divina, ao contrário, comunicam-se
com motivação bem diferente. A chave para uma melhor comunicação está numa
percepção simples – eu tenho valor! Deus, em seu projeto de salvação, pagou preço inigualável por minha redenção, ou seja, deu seu filho único para morrer em meu lugar.
Ora, se tenho valor intrínseco pela ação de Deus em mim, restaurando-me e suprindo-me, não preciso mais que os outros sejam diminuídos, sofram ou fracassem para que me sinta bem!
Converso para esclarecer dúvidas, não para julgar as pessoas. Converso para
aprender novas verdades, não apenas para provar que estou sempre certo. Converso para conhecer as pessoas e para me dar a conhecer. Tenho mais paciência com quem pensa diferente, pois não é em ideologias ou
filosofias que repousa minha segurança. Não preciso de comentários maldosos, de críticas mordazes, de insinuações para desmerecer quem não concorda comigo.
Em Mateus 12:36 há uma informação de fazer tremer qualquer um – daremos conta
de cada palavra fútil. No original, a palavra fútil é a que você fala sem pensar, sem
examinar suas conseqüências, com preguiça, inadvertidamente, sem cuidado,
sem critério.É onde Tiago ensina que o domínio da língua é um desafio imenso. Embalados por “nossos direitos”, seguimos falando o que nos vêm à cabeça sem pensar nos estragos que podemos causar. O desafio está em ter sabedoria para aperfeiçoar a comunicação com as pessoas que nos cercam com o objetivo de conquistar mais aproximação e mais confiança. É saber que há momentos onde o silêncio é a melhor opção, quando falar não traz proveito, não edifica, não é útil. É saber que, em outros momentos, as palavras bem pensadas e transformadas pela graça de Deus podem ser a diferença entre a morte e a vida.

A pergunta da qual não podemos escapar é: o que eu tenho falado edifica ou destrói?
Saiba que sua vida hoje é, em boa parte, resultado do que você falou anos atrás. Suas palavras podem fortalecer ou romper amizades, casamentos, igrejas. Suas
palavras podem valorizar ou destruir a autoestima de seus filhos, sobrinhos, netos. Suas palavras podem dar esperança às pessoas ou afastá-las de Deus.

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