Elogio, uma forma inteligente de corrigir

Lúcio Cesar Menezes

Talvez você seja diferente da maioria das pessoas, mas é comum querermos corrigir os outros em tudo que fazem, falam ou praticam. Sempre que percebemos algum deslize, uma pronúncia errada, um problema de concordância, um modo errado de usar o talher, enfim, qualquer coisa, aproveitamos a oportunidade para corrigir. É um momento saboroso. Nos coloca em posição superior, de ensino, de quem sabe o que está falando. Sabemos mais, por isso podemos falar.

O problema é que a postura que adotamos para corrigir as pessoas (cônjuge, filhos, pais, amigos, irmãos etc.) parece conduzir a resultados pouco eficientes. Ao contrário de contribuir para a mudança para melhor, parece reforçar o comportamento que julgamos inadequado. As pessoas não se abrem para aprender e, ao contrário, ficam na defensiva. No final das contas não conseguimos alcançar o objetivo – levar o outro a melhorar de atitude.

Um resultado melhor poderá ser alcançado se passarmos a elogiar as pessoas e focarmos nas suas qualidades. Ao invés de ficar centrado apenas nos erros, devemos prestar mais atenção aos inúmeros pontos positivos encontrados na relação.

Vejamos alguns exemplos para ilustrar.

  • Bons modos à mesa – o filho já sabe comer corretamente, usa bens os talheres e guardanapo, mas ainda faz muito barulho quando toma suco. Em vez de só falar do jeito de tomar suco, seria interessante elogiar o que ele já faz bem e motivá-lo a acrescentar mais uma qualidade – tomar o suco direitinho.
  • Preparação do almoço – a esposa prepara um almoço para a família. Entre os oito pratos preparados, um fica um pouco mais salgado. A primeira reação é criticar pelo excesso de sal, desqualificando, pela generalização, todo o almoço. Seria mais sensato e eficaz destacar os demais pratos que ficaram saborosos e, depois, sugerir que se usasse um pouco menos de sal da próxima vez.

O certo é que precisamos mudar nossa atitude diante das falhas dos outros se desejamos influenciar positivamente os que nos cercam. Precisamos sair da ênfase do erro e passar para a ênfase do elogio. Há muito a ser falado de bom nas pessoas, muitas qualidades e muitas habilidades. Ficar insistindo apenas no que ainda não está bom é um caminho curto e triste para a anulação e para a formação de uma baixa auto-estima.

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