Colocando na linha…

Lúcio César Menezes

É natural que as crianças façam tolices, mas a correção dos pais as ensinará a se comportarem. (Prov. 22:15)

Ser criança é estar pronto a aprender conceitos novos. É estar em constante descoberta, testando limites e ampliando horizontes. É um período de construção de caráter, definição da sexualidade, formação de valores éticos e morais, elaboração da fé e da religiosidade. Entre os que exercem influência e contribuem para a formação da criança estão os pais. Responsabilidade grande e desafiadora.

As crianças estão crescendo e experimentando coisas novas a todo instante. É um processo natural e necessário. Obviamente, no processo de experimentar ocorrerão erros e mais erros, dos quais se presume serão retirados ensinamentos positivos para a vida. É nesses momentos que a função paterna de orientar e ensinar a criança assume relevância. Dois extremos devem ser evitados para que o desenvolvimento da criança não seja prejudicado: um, o excesso de controle que cria uma redoma em volta da criança com o objetivo de protegê-la de erros, de dores, de sofrimento; outro, a condescendência ampla, sem limites, imaginando que deixar a criança a sua própria sorte lhe poupará de traumas.

Pais sensíveis se farão presentes na vida dos filhos evitando os dois extremos. Estarão prontos e prestos a orientar os filhos nos momentos em que as tolices acontecerem. Infelizmente os pais estão abrindo mão do direito/dever de ensinar os filhos a se comportarem. Dá muito trabalho, desgasta, exige disposição e um padrão bem definido. Preferem ir improvisando, corrigindo sem consistência, de forma contraditória e ineficiente. Preferem elaborar desculpas para o mau comportamento (está com sono, é só hoje, coitado, está tão estressado!) a corrigir. Fazem-se de surdos para não ouvir as ironias. Encolhem-se e são tiranizados pelos filhos. É comum ver crianças de 2 ou 3 anos dominando a cena, fazendo “gato e sapato” de pais envergonhados.

É, na verdade, uma infeliz inversão de valores. Pais que abdicam do dever de corrigir os filhos para que não façam tolices contribuem negativamente para a formação dos filhos. Não querem prejudicá-los no momento, mas os prejudicam para toda vida ao negar-lhes a correção no momento certo.

Crianças são crianças – alegres, divertidas, desafiadoras, benção em qualquer família. Aos pais compete orientá-las na vida, capacitando-as a discernir o que é tolice. Se não for assim, os filhos sofrerão as graves conseqüências de viver sem limites, sem respeito, sem amor pelos outros e, especialmente, sem estarem capacitados a obedecer os mais altos valores espirituais. Terão a ilusão de que o mundo gira em torno delas, tornando-as egoístas e apenas interessadas em tirar proveito e vantagem de tudo. Ficará difícil, no futuro, tais crianças aceitarem um Deus que tem regras e valores bem definidos e que exige dos seus seguidores fé e obediência. Afinal, não foram treinados a respeitar limites, a acatar normas e a se submeter a outras pessoas. Sempre fizeram o que queriam, quando queriam e da forma que queriam.

Filhos testam, experimentam, buscam novidades, observam os pais, cobram cuidado e amor. As chances de que tudo siga bem se os pais cumprirem sua parte no processo da vida são muito maiores – guiando, corrigindo, incentivando e apoiando os filhos em cada instante.

 

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