Uma boa atitude

Não há muita coisa na vida que possamos controlar. Não passa de ilusão a idéia de que podemos decidir nosso destino e cumprir os planos que fazemos.
Não controlamos as circunstâncias – se chove ou não, se o trânsito estará livre ou engarrafado, como as pessoas vão nos tratar, se bem ou mal.
A doença chega sem pedir licença, acidentes acontecem de uma hora para outra. Cuidados ajudam, mas não podem impedir ou dominar as circunstâncias.
E a opinião que as pessoas têm de nós? Alguém consegue controlar? Por mais que desejemos agradar, nada garante a compreensão das pessoas. Um gesto de boa vontade pode ser interpretado, facilmente, como ofensa.
Já que não podemos controlar pessoas e circunstâncias, o que fazer para não se deixar dominar por frustração e desânimo? Será que não há nada a ser feito?
Podemos escolher que atitude tomar – otimistas ou pessimistas, atuantes ou omissos, de bem com a vida ou “reclamões”, motivados diante de desafios ou frustrados diante de problemas.
Às vezes, gostamos de pensar que não há outro jeito de agir ou de ser. É o destino. É a vida. Sou assim e pronto. Gostamos porque afasta a responsabilidade pela escolha. É uma fuga, nada mais que isto.
Olhe a sua volta e veja quantas pessoas passam pelas mesmas situações e reagem de forma diferente. Uns escolhem passar os dias reclamando, emburrados, tristes, criticando e falando mal de tudo. Assumem a condição de vítimas, sofredores, deixando por onde passam um rastro de amargura e desânimo.
Nada está bom – reclamam do calor (ou do frio), da comida, do trânsito, de outros motoristas, dos amigos, dos pais ou dos filhos, do trabalho, da igreja, enfim, da vida.
Outros, ao contrário, optam por uma atitude positiva e conseguem influenciar o ambiente em que convivem. O reclamador afasta as pessoas. Aquele que vê a vida de forma positiva atrai amigos.
Ainda que as circunstâncias sejam as mesmas, a saúde dos que são otimistas é melhor.
Por exemplo, se você trabalha com dois colegas que encarnem as duas posturas opostas com qual estaria mais propenso a se relacionar? Com o que só vive reclamando? Com o que é amargo? Ou com o alegre?
Inevitável, agora, respondermos à pergunta: que atitude temos escolhido diante da vida?

Perceba, por fim, que a escolha por uma atitude positiva significa uma confissão de fé no paradigma cristão. A orientação que temos é de entregar o caminho ao Senhor e o mais Ele fará. Ou seja, a confiança colocada no Senhor é o que gera a segurança de que a alegria transcende as circunstâncias mais difíceis.
Por outro lado, pessoas amargas e para baixo estão declarando, alto e bom som, que não percebem a atuação de Deus em meio às dificuldades. Proclamam, ainda que não percebam, que se sentem sós, abandonadas por Deus.
Que declaração estamos fazendo às pessoas? Temos esperança e escolhemos atitudes positivas e construtivas ou assumimos a postura de vítimas das circunstâncias, tristes marionetes do destino?

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Uma resposta para Uma boa atitude

  1. mirian menezes disse:

    Excelente texto!
    Estou justamente passando por esse momento de escolha. Se vou reclamar ou se vou ter uma atitude positiva diante das circunstãncias adversas. Temos que escolher a cada dia como vamos proceder!!!

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