Casados, e daí?

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Lucio Cesar Menezes

O relacionamento conjugal envolve muitas variáveis que, juntas, contribuem para fortalecer a vida em comum. Dentre elas, pode-se destacar o conhecimento de que boa parte dos problemas se deve à luta pelo poder. O desejo de determinar quem manda na relação está ligado ao paradigma do egoísmo, ao sistema deste mundo, raciocínio que deve ser transformado para adotar o padrão de Deus – o serviço.

Casais que se envolvem na luta pelo poder estão concentrados no passado ou nas divergências do momento, faltando-lhes a esperança de um futuro melhor. É importante que o casal saiba onde pretende chegar com o relacionamento, o que pode ser alcançado na vida espiritual, emocional e material  e quais as prioridades e valores que precisam ser trabalhados.

Sem visão clara do que deseja para o futuro,  o casal estará colocando sua felicidade nas mãos do acaso e da sorte, companheiros incapazes de moldar um relacionamento vitorioso. É interessante que para qualquer decisão  importante que tomamos temos  o cuidado de planejar, colher informações, ver o que podemos conseguir, as vantagens e desvantagens e as implicações para a vida no futuro. Mas, quando chega no casamento, deixamos os fatos acontecerem sem qualquer análise mais séria.

Um problema muito sério que tem complicado a vida de muitos casais levando a uma vida de derrotas e fracasso é o DIVÓRCIO INVISÍVEL: o casal permanece na mesma casa, mas está emocional e fisicamente separado. Não há mais planos nem esperança para o futuro. Seguem vivendo uma rotina árida, sem graça e desestimulante.  A vida é estruturada de tal forma que intimidade verdadeira é virtualmente impossível.

Duas razões explicam porque homens e mulheres gastam tanta energia evitando a intimidade: RAIVA E MEDO.

  • RAIVA por se sentirem traídos ao não terem todas as suas expectativas preenchidas – Estou com raiva porque você não está atendendo às minhas necessidades.
  • MEDO, especialmente, de sofrerem. Já que o parceiro não está apoiando e nutrindo, afastam-se com medo de sofrerem maiores decepções.

O resultado deste afastamento é que a cada dia que passa fica mais difícil restabelecer a intimidade  perdida. Os sentimentos prevalecentes passam a ser desconfiança e insegurança. A falta de intimidade e de proximidade se estabelece na relação, muitas vezes, pelo preenchimento do tempo com atividades externas ao casamento, restando  um mínimo de tempo para os dois estarem juntos.

Na prática, marido e mulher começam a elaborar estratégias que justifiquem o afastamento ou, ao menos, permitam algum tipo de racionalização. Vamos ver alguns exemplos abaixo:

MULHERES

  • vida social, ginástica, aulas de música,  facebook, culinária, novelas, revistas, salão de beleza, massagem, ativismo na igreja.

HOMENS

  • tempo dedicado ao trabalho, pescaria, futebol, esporte na TV, redes sociais, cuidado com carro, marcenaria, leitura de jornais, livros e revistas, reuniões, viagens, ativismo na igreja. 

A decisão de fechar algumas das saídas resultará em maior tempo para que o casal invista mais tempo junto. Com mais tempo para conversar, namorar, rir junto, compartilhar anseios e necessidades, trocar elogios e demonstrar interesse recíproco, a aproximação virá como resultado natural.

Conclusão lógica: podemos ter um casamento de sucesso se decidirmos investir tempo e qualidade  no relacionamento.

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