Igreja crescendo: algumas tensões…

Lúcio Cesar Menezes (escrito em fevereiro de 2003)

O crescimento da igreja é motivo de alegria e pode ser associado à presença abençoadora do Espírito no meio do povo. Presença que eleva a qualidade de todos os serviços e atos de culto, na medida em que purifica os motivos e afasta o desejo humano por elogios ou reconhecimento. As pessoas atuam e trabalham para agradar a Deus, para servi-Lo e, assim, adorá-Lo. Seus corações estão inclinados a fazer o melhor. Como resultado de uma igreja em que as pessoas agem impulsionadas pela motivação espiritual certa, muitos começam a se agregar desejando fazer parte da família cristã. O crescimento, no entanto, trará algumas tensões. Afinal, mudanças e adaptações precisarão ser implementadas para atender às novas necessidades. Algumas das tensões serão relacionadas abaixo, aproveitando-nos da experiência de Travis Collins:

  1. Tensão entre mudança e continuidade:  o crescimento produz mudanças, inevitavelmente. É preciso ajustar o ritmo da mudança para evitar dois extremos – a mudança radical e rápida demais ou a resistência irracional. Mais gente significa, por exemplo, estacionar mais longe, chegar mais cedo para sentar, nem sempre conseguir o “melhor” lugar, entre outras dificuldades.
  2. Tensão entre progresso e  paciência: nem sempre os planos ou sonhos da igreja se concretizam logo. A precipitação pode levar a sérios problemas. No entanto, a inércia e a procrastinação podem ser prejudiciais.
  3. Tensão entre compaixão e manipulação por pessoas negativas: respeitar e compreender as necessidades e ponderações de pessoas controladoras ou exigentes é dever de toda liderança. Entretanto, permitir que a agenda da  Igreja  seja dirigida por alguns que elevam a voz para reclamar não é sábio. Buscar a harmonia a qualquer preço pode ser mais problemático do que se imagina.  Oswald Sanders (Liderança Espiritual) lembra que foi a liderança dos que queriam voltar ao Egito que levou Israel de volta ao deserto.

Estes são alguns exemplos de tensão que surge com o crescimento de qualquer igreja. A liderança precisa estar atenta e sensível para os efeitos sobre a comunidade. Precisa perceber os focos de descontentamento e agir. Precisa se antecipar e apresentar soluções criativas. Precisa saber que os incômodos do crescimento não podem apagar as bênçãos de novas vidas comprometidas com Cristo.

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