Cultivando o amor


Lúcio César Menezes

O plano divino de paz e que prevê aos seus um futuro cheio de esperança presume a participação ativa dos interessados.

Uma vida familiar satisfatória não é obra do acaso e nem cai do céu no colo das pessoas.

É preciso tomar atitudes, agir. Não é suficiente ouvir as promessas e desejá-las, é necessário trabalhar e investir na relação.

É preciso investir

A metáfora do relacionamento conjugal com uma conta bancária emocional ajuda a compreender a noção de investimento. Se não forem feitos depósitos freqüentes e constantes a conta começará a decrescer. Em mais ou menos tempo os recursos se esgotarão e a conta entrará no vermelho.

Enquanto há muito dinheiro na conta ninguém se preocupa com pequenas retiradas, pois o saldo é alto. Entretanto, quando se está perto de usar o cheque especial, mesmo os menores gastos podem ser causa de brigas explosivas.

Assim também acontece com o relacionamento. Enquanto os parceiros estão abastecidos de depósitos positivos como, por exemplo, carinho, elogios, ajuda nas tarefas domésticas, presentes, jantares românticos, surpresas, gestos de carinho e consideração, os erros ou falhas do outro são relevados e perdoados.

Ocorre que há uma ilusão de que uma vez feitos os depósitos do namoro e noivado, não há mais necessidade de investir depois de casados. Em muito pouco tempo, portanto, a conta emocional que estava bem abastecida começa a sentir o “deficit” de atenção.

Preocupados com a inesperada fase de escassez de ações positivas, os parceiros começam a exigir do outro mais e mais depósitos. Mas, infelizmente, as exigências não são a melhor forma de conseguir o que se deseja. Assim, em vez de novos depósitos, os saques aumentam.

Saques que se caracterizam por: reclamações, irritação, murmurações, sarcasmo, ironia, acessos de raiva, indiferença e falta de comunicação.

Não esqueça – é preciso manter o nível do namoro para garantir uma conta emocional positiva.

Se você não continuar a elogiar e a investir na relação, logo o ambiente de alegria e harmonia se tornará pesado e sombrio.

 É preciso trabalhar

“Um princípio importante da vida é a segunda lei da termodinâmica: a menos que energia (trabalho) seja acrescentada(o) a um sistema, este permanecerá desordenado. Uma horta descuidada produz ervas daninhas, não legumes” Everett¹.

Não há mistério, para manter uma família funcional é necessário esforço e dedicação de todos. Se não houver empenho dos membros da família não haverá progresso.

Há uma ilustração interessante.  Como se ajuda um amigo a enterrar um parente? Você vai ao cemitério, chora com ele, se solidariza com sua dor, ajuda a levar o caixão e a enterrá-lo. Entretanto, se o amigo não levar o caixão nem enterrar seu morto não é você quem vai fazê-lo! O morto é do seu amigo, a ele compete enterrar. Sua função é ajudar, não assumir a responsabilidade por ele.

Assim deve acontecer com sua família. Todos podem ajudar, mas a decisão e a disposição de investir na sua família é sua!

Sem trabalho, sem dedicação, sem esforço não há vitória.

É preciso manter

Finalmente, há a necessidade de manter o ambiente agradável e saudável na família. Como qualquer processo, a manutenção dos aspectos positivos já conquistados é crucial. Se não houver manutenção perde-se até mesmo o que se conquistou anteriormente.

Deixar o relacionamento familiar sem cuidado é desejar fracasso na vida familiar.

[1] Casamento, ainda resta uma esperança. Everett Worthington. Editora Sepal.

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Uma resposta para Cultivando o amor

  1. Lucilene disse:

    Os artigos de vocês são ótimos. Cristão e bem fundamentados. Sou líder na minha igreja e mãe e está sendo muito útil para mim!

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