Pense antes de falar!

Lúcio César Menezes

“O coração do justo medita no que há de responder, mas a boca dos ímpios jorra coisas más. (Prov. 15:28)

A construção de um lar equilibrado e harmonioso não pode ser deixado ao acaso.
Um lugar que é agradável para se viver depende de atitudes certas, de escolhas inteligentes e de muito respeito às necessidades dos que estão ao redor.
Um dos aspectos que tem comprometido o ambiente familiar é a incapacidade de controlar a reação diante de situações difíceis.
A resposta impulsiva, descontrolada tem causado feridas e corroído muitos relacionamentos. Famílias que poderiam permanecer juntas estão se esfacelando em  razão das respostas impulsivas.
O sábio resume muito bem a questão: vencem os que são capazes de meditar no que vão responder, os que conseguem controlar a resposta impulsiva.
Há muitas vantagens em meditar antes de responder. Vejamos algumas:
1. Consegue-se evitar palavras ofensivas, injustiças, injúrias. Podem escolher melhor as palavras, evitando as que ferem, machucam, ofendem.
2. Os motivos podem ser avaliados. Desejo resolver a questão, contornar o problema ou mostrar ao outro que estou certo? Busco a melhor solução ou quero humilhar e enfraquecer o cônjuge ou um filho?
3. Recupera-se o controle emocional. A resposta não será resultado de emoções descontroladas, de raiva, de frustração ou de profunda irritação. Com a cabeça fria é  possível tratar da questão de forma objetiva e tranqüila.
É interessante notar que o verso estabelece comparação entre dois tipos de pessoas, diferenciando-as pela reação visível aos problemas.
De um lado há o justo, alguém capaz de pensar antes de responder. De outro, o que ele chama de ímpio (sem fé, herético), identificado pela expressão verbal de má qualidade.
Pressionado pelas circunstâncias da vida, o ímpio se revela por sua reação impulsiva.
Saem-lhe da boca palavras ruins – ofensas, críticas, sarcasmo, ironia, palavrões.
A comunicação da pessoa que não tem fé na provisão divina para a vida leva a família ao sofrimento e à dor. Brotam-lhe dos lábios palavras de pessimismo, de falta de motivação. Sem esperança no futuro, não é capaz de cumprir o propósito da vida familiar – alegria e serviço recíproco, todos buscando o bem estar dos outros.
Fica evidente que famílias cristãs não podem se conformar com o padrão de comunicação dos ímpios. Um olhar superficial, no entanto, permite verificar que muitas famílias ditas cristãs precisam reavaliar seus valores e passar do padrão ímpio de relacionamento para o padrão dos justos.
Ainda é possível encontrar pais que gritam e ofendem os filhos, depreciando-os publicamente. Há críticas e mais críticas, cobranças, exigências e nenhum elogio. Há
sarcasmo na conversa entre os cônjuges, ofensas mal disfarçadas em comentários jocosos. Há filhos que são chamados de “burros”, “incompetentes”, “rebeldes”, “aborrecentes”, entre outras saudações não publicáveis.
Respostas bem pensadas elevam a qualidade dos relacionamentos familiares, ajudam a preservar o respeito mútuo e a manter um clima agradável no lar.
É simples – pense antes de falar!!

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