Sobrando tempo, faltando o que fazer…

Filhos criados e cuidando da própria vida. Cada um na sua, casa que antes vivia cheia agora está vazia. Tarefas de trabalho, levar crianças para um lado e outro, compras de mês, reuniões no colégio, cursinho, dever de casa… Ufa! Quando será que isto vai acabar?
Em muitos casos essa fase já terminou.
Só que a tão sonhada liberdade está gerando dificuldades ainda mais sérias, por vezes levando os casais à separação após décadas de convivência.
O enfim sós tão desejado no início da relação é hoje o maior problema que os casais estão enfrentando! Parece loucura, mas estar juntos e ter muito tempo livre se tornou uma tortura capaz de levar as pessoas a romper vínculos antigos.
Ana Cristina Gonçalves, psicóloga, explica que a Síndrome do Ninho Vazio é um problema bastante comum, “acontece principalmente com mulheres que não desenvolveram outro papel, senão o de mãe”, explica. É uma fase complicada para as mulheres que passaram vinte e poucos anos de suas vidas dedicando-se exclusivamente aos filhos: quando eles vão embora, elas perdem o chão.”
Paralelamente, o problema atinge também os homens.
“O ninho ficou vazio, mas a cama não, o marido continua lá, só que aposentado. A frase “enfim sós” que antes parecia um sonho, agora anuncia turbulências. O casal terá de reaprender a viver junto e redescobrir os prazeres a dois. Contudo, o momento que deveria ser encarado como uma possibilidade de reaproximação, pode se transformar numa verdadeira guerra.”
Pois é, em vez de ficarem mais juntos e voltarem ao início da relação com uma atitude de namoro, de investimento um no outro, diálogo, passeios e muita diversão, os casais estão se separando.
Passa-lhes pela cabeça, talvez, idéia de tempo perdido. Quem sabe pensando em “aproveitar” os últimos anos para fazer o que se privou no passado.
Uma saída, sugere a psicóloga, “é (…) desfrutar do mais raro tesouro da modernidade: o tempo livre. Para Ana Cristina, quanto mais interesses a pessoa criou quando jovem, mais facilidade ela terá para ocupar bem o seu tempo na maturidade. “Caso contrário, a saída é criar novos interesses, como: atividades artísticas, físicas, intelectuais, sociais ou culturais”.
Claro que há dificuldades e desafios a enfrentar. Sem ilusões.
Mas é melhor substituir a idéia de ruptura pela de contrução, a de perda pela da conquista.
Com mais tempo, melhor condição financeira e mais maturidade, um casal esperto poderá ver renascer com intensidade a paixão e o prazer de estar junto e a alegria de um casamento longo e produtivo.

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Uma resposta para Sobrando tempo, faltando o que fazer…

  1. Júlio Cézar Elias Pereira disse:

    Um dos problemas é que nos esquecemos de investir na pessoa que um dia fizemos juras de amor, investindo praticamente tudo nos filhos, quando chega esse momento do ninho vazio se não houver esforço, paciência, sabedoria para se recuperar o que não foi feito a tempo, a tendência é tomar atitudes que aos nossos olhos parecem ser bom e mais prático que é a separação, só que no final resta desilusões.

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