Além de meras palavras.

Lúcio César Menezes
(texto publicado em 2002)

Em todo trabalho há proveito, mas ficar só em palavras leva à pobreza. (Prov. 14:23)

Não posso dizer que já tenha muita experiência de vida nem que esteja em uma idade provecta (avançada em anos), mas já conheci algumas pessoas que só tinham conversa!
Falavam horas a fio sobre suas conquistas, seus feitos, suas vitórias mas, na prática, não produziam nada.
Mesmo sendo adultos, pareciam crianças ou adolescentes buscando afirmação contando vantagem.
Antes de conhecer melhor tais pessoas é possível ficar até impressionado mesmo. Um pouco de convivência, no entanto, e fica claro que tudo não passa de ilusão, sonho. Falam muito e fazem pouco ou nada.
Vez por outra pode-se encontrar pessoas em posições de liderança com esse problema. Há muitos projetos, muitos planos e pouca realização.
A liderança é mais que meras palavras, é mais que discursos bem feitos. Deve ser capaz de tornar concreta a visão, motivando as pessoas a agir, a tomar posições, a ter atitudes corretas diante das questões da vida.
Trabalho tem a ver com ação, com fazer, produzir. Por mais simples que seja, há proveito em se trabalhar.
Ao contrário, quando se deixa de produzir para ficar contando vantagens o resultado é o empobrecimento.
São exemplos de pessoas que ficam só em palavras:
  1. Os saudosistas – estão imobilizados porque só pensam no passado. Não fazem nada porque “bons tempos eram aqueles”! Reclamam da modernidade, das mudanças, das novidades. Não percebem que as mudanças são inevitáveis e, atualmente, muito rápidas. Recusam-se a voltar a aprender.
  2. Os sonhadores – veja bem, não se trata de criticar as pessoas que sonham com novas conquistas. Líderes que não sonham tendem a se imobilizar. Refiro-me aos que vivem nas nuvens, com idéias tão mirabolantes quanto inexeqüíveis. Não fazem nada porque estão sempre buscando o impossível.

Nas duas situações a organização está sendo prejudicada. No caso de instituições eclesiásticas o prejuízo pode ser ainda mais grave, afinal, lida-se com aspectos transcendentais.
Cargos ou funções são assumidos para, após algum tempo, ficar claro que nada acontecerá. Temos os seguintes planos, faremos isto e aquilo e no final, nada!
Tais líderes costumam chegar com a vontade de mudar tudo, pois imaginam saber uma forma melhor e mais competente de conseguir melhores resultados. Nada do que foi feito até agora deve ser aproveitado, tudo precisa ser renovado.
Desmontam-se, assim, muitos projetos que vinham funcionando bem, ainda que com limitações. Instaura-se uma descontinuidade que trará mais prejuízos que lucros.
No meio de tantos e tão excelentes planos acabam por não produzir nada de útil por vários meses.
A sabedoria do verso indica que seria mais inteligente e lucrativo manter em funcionamento o que já está dando resultados – qualquer trabalho é melhor que meras palavras (promessas, sonhos etc.).

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