Juntos, apesar das diferenças

Um dos principais desafios de casar e viver bem é saber lidar com as diferenças.

Aliás, observando como os casais lidam com as diferenças pode ser um indicador razoável de quais permanecerão juntos e quais terminarão rompidos. Os mais flexíveis e maleáveis têm vida longa. Os inflexíveis acabam (se) rompendo (e ao relacionamento).

Mesmo os casais que parecem perfeitamente integrados têm diferenças. É a vida. Uma conversa descomprometida certamente as revelará.

As diferenças são de todo tipo e para todos os gostos. Atinge ricos e pobres, de todas as religiões e culturas, seja de que região do país forem.

É interessante observar como é a diferença que, muitas vezes, aproxima os casais. Imagina-se que seja o desejo de complementariedade, encontrar no outro algo que não tenho.

Assim, basta investir um tempo mediano observando os casais para perceber as curiosas situações que surgem do encontro das diferenças.

Há os que gostam de dormir até tarde que casam com os que adoram acordar bem cedo, quase de madrugada. Vivem bem quando há disposição para os ajustes necessários: um resiste acordado até mais tarde, o outro levanta sem fazer barulho.

Uns são festeiros, gostam de sair, passear, ouvir música, dançar e estar em lugares movimentados. Encontram alguém caseiro, discreto e quieto, algo que lhes falta, um complemento para dar mais tranqüilidade à vida.

O cuidado com o carro pode ser outro problema. Há os que só andam bem com carros limpos, bem cuidados, brilhando. Outros são mais relaxados, até descuidados mesmo. Em muitos casos, a forma de cuidar do carro traduz a visão do mundo de cada um, seus interesses. É como se a apresentação do carro revelasse a personalidade. Casados, talvez a solução seja (se possível) carros separados. Ou ajustes do tipo: vou cuidar mais do carro e você diminui um pouco o grau de exigência.

Os que decidem por impulso acabam se aproximando dos que são mais cautelosos, quase indecisos. No casamento, é uma diferença que pode ser explosiva. Quero dizer, nos momentos em que a conta emocional estiver a descoberto. Nas crises, compreender a característica do outro pode ser difícil. No geral, entretanto, esta diferença é muito boa para o casal. Permite avanços seguros e evita prejuízos imprudentes.

Há os que estão dispostos e prontos sexualmente pela manhã e os que preferem a noite. Claro que os ajustes aqui são necessários e urgentes. É preciso se encontrar com a freqüência ideal do casal. Acrescente-se, ainda, que os filhos vão influir diretamente nos horários do casal. Certamente a melhor hora mudará muitas vezes durante a vida conjugal.

Poderíamos relacionar muitas outras diferenças. Quaisquer que sejam, no entanto, vale mais a capacidade de adaptar-se que ficar reclamando da vida.

Seja de um jeito ou de outro, ser generoso e compreensivo é fundamental. Os que exigem que os outros se moldem sempre a sua vontade, que abram mão de suas características, acabam por tornar o relacionamento mais difícil e sem graça.

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